REFERÊNCIA FLORESTAL

Decifrando o inimigo

Pesquisa mostra comportamento de formigas cortadeiras na região sul e indica práticas para combatê-las

As formigas cortadeiras são as principais pragas de plantios de pinus e eucaliptos, em especial na região sul. A grande maioria dos silvicultores tem consciência da importância do combate destes insetos. O problema é que este manejo é realizado, muitas vezes, de forma generalista, sem entender exatamente o comportamento das formigas, o que diminui a eficácia e aumenta os custos. Um trabalho produzido por pesquisadores aponta os estragos que a praga é capaz de fazer, detalha como as formigas atuam nas regiões estudadas e indicam procedimentos para o combate correto.

Por haver poucas informações sobre o comportamento das espécies de formigas cortadeiras, até pouco tempo atrás o combate era realizado de maneira padronizada, não levando em consideração as particularidades de cada local. Ao compreender mais detalhes, o manejo das formigas cortadeiras se torna mais eficaz. Este foi o objetivo dos pesquisadores da Embrapa Florestas, Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), Ufpr (universidade Federal do Paraná) e Funcema (Fundo Nacional de Controle de Pragas Florestais).  

“Na região Sul do Brasil há o predomínio de Acromyrmex nos plantios florestais e descobrimos que os maiores prejuízos dessas formigas em plantios de Pinus e Eucalyptus ocorrem nos primeiros 30 dias após o plantio nessa região”, destaca a pesquisadora Mariane Nickele, que produziu o trabalho ao lado de Wilson Reis Filho, Susete Penteado e Elisiane Queiroz. Além disso, há a influência do manejo de plantas daninhas nos plantios de pinus, ou seja, se não for feito uso de herbicidas, o combate às formigas pode estender-se até, no máximo, aos seis meses de idade do plantio. “Com a utilização de herbicidas pode-se ter ataques severos de formigas cortadeiras em plantios de Pinus com até 3 a 4 anos de idade; a densidade de ninhos de quenquéns cai a praticamente zero em áreas pinus sem poda e sem desbaste quando o plantio atinge a idade próxima a seis anos, devido ao fechamento do dossel e ao consequente sombreamento no interior da floresta”, explicam os pesquisadores.

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