Regulamentação para uso de drones confere mais segurança para atividade que reduz custos e aumenta precisão de dados na floresta.

Quando os drones  começaram a surgir nos céus foi como um filme de ficção científica criando vida. Aos poucos eles foram incorporados em diversas atividades: como armas de guerra, vigilância, captação de imagens e outras. Muitas empresas do setor florestal também passaram a utilizar esta tecnologia que foi ganhando cada vez mais aplicação. Agora, o uso do aparelho finalmente foi regulamentado no Brasil. Por isso, é importante saber quais são as regras e como elas influenciam a utilização da ferramenta na floresta.

Drone-Aerea

Os drones começaram a se popularizar no Brasil há mais de 10 anos. Porém, somente este ano a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou o regulamento para o uso destas aeronaves. Entre as regras está a exigência de habilitação para os pilotos de equipamentos com mais de 25 kg e para qualquer equipamento que irá atingir mais do que 121 metros de altura.

Para as empresas que prestam o serviço a legislação confere segurança. “A normatização pela Anac veio atender aos anseios das empresas do setor. O Rbac 94/2017 é bastante simples e moderno. Empresas e clientes com certeza gozarão de mais segurança”, afirma Tomás Mousinho Gomes Carvalho Silva, diretor PixForce. O presidente da Anac, Ricardo Botelho; afirmou que a utilização dos drones em desacordo com a norma implicará em processo administrativo, civil e criminal.

A MQ-9 Reaper flies above Creech Air Force Base, Nev., during a local training mission June 9, 2009. The 42nd Attack Squadron at Creech AFB operates the MQ-9. (U.S. Air Force photo/Paul Ridgeway)

foto: divulgação

Economia

Entre os trunfos do uso de drones está a escala. “Os principais ganhos estão relacionados à cobertura da área, nos métodos convencionais grande maioria das atividades é feita por amostragem, utilizando a tecnologia dos drones é possível fazer em área total”, argumenta Thamylon Camilo. Nos cálculos do diretor da do Grupo Novo Olhar, a redução na mão de obra proporcionada pelo emprego das aeronaves fica em torno de 20 a 50% e o tempo gasto para o cumprimento das atividades diminui, em média, 30%.

Em uma avaliação geral, os custos totais podem cair consideravelmente. “Nossos dados indicam que o custo dos serviços com uso de drones é por volta de 60 a 70% mais econômico do que aquele realizado apenas por avaliação humana”, garante o diretor PixForce.

Imagem não é tudo

Sem dúvidas a captação das imagens no campo por uma aeronave é um grande salto. Mas esta atividade é uma etapa do processo. Depois da coleta é preciso processar os dados para subsidiar o gestor. Estas informações têm recebido novos tratamentos por meio de algoritmos que facilitam a vida daqueles incumbidos de tomar as decisões. “As mudanças no setor, portanto, têm acontecido muito mais dentro dos escritórios com o envolvimento de engenheiros e programadores do que nos céus do país”, ressalta Vinicius Roratto, gerente de Programação da PixForce.

A atualização de área efetivamente plantada feita com base na porcentagem de uso do solo é um dos recursos que os novos softwares conseguem fornecer. Por meio de técnicas automáticas de contagem de indivíduos e vetorização do copado das árvores detectadas nas imagens, pode-se estimar a área real ocupada pelo povoamento.
“Esta informação traz mais assertividade ao levantamento dos custos de manejo e cálculo de volume, proporcionando mais segurança financeira ao projeto”, aponta Thamylon Camilo.

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Diego

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